.....................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mudar para evoluir.



Esta noite, assistindo ao Programa Saia Justa no GNT, senti-me ali, junto com as quatro mulheres, conversando sobre temas interessantes e que eu gostaria muito de debater também. Elas são inteligentes e divertidas, o programa passa rapidamente, mas deixa muito boas mensagens.
O primeiro bloco era sobre Mudanças e como somos tão acomodados na inércia, no medo, na insegurança, questões estas que nos fazem, eventualmente, mudar para melhor muitas vezes, mas alguns de nós resiste e sequer dá uma chance para conhecer novas opções da vida. 
Na política, a mudança é essencial, necessária e um processo evolutivo para o crescimento de um povo e da nação como um todo.

Não costumo compartilhar textos de jornalistas por aqui, mas este de hoje, da Ruth de Aquino na Revista Época, achei de uma lucidez tão grande, é exatamente o que eu tenho visto e convivido de perto com as pessoas que me cercam. Leiam, analisem, reflitam, deem um tempo para esta mudança benéfica que o Brasil tanto necessita para voltar a ser um país nos trilhos.


Revista Época

O porteiro, a empregada, o cabeleireiro e a manicure

Cada um vota de um jeito. Todos querem qualidade de vida e o fim da “roubalheira”

Eles não acham que “é dando que se recebe”. O povo trabalhador, que sobrevive de salário com carteira assinada ou na informalidade, parece ser bem mais crítico do Bolsa Família que eu. É curioso. Pobre que trabalha desconfia de pobre que vive de benefício do Estado.

Entre os que se esfolam para fazer o dinheiro chegar ao fim do mês e dar instrução aos filhos, há a crença de que só o trabalho, duro e honesto, enobrece. Um dos momentos de lazer sagrados, além da ida ao culto ou à missa, é o churrasco com a família. Só que o secretário de Política Econômica de Dilma sugeriu comer frango e ovo, em vez da carne, que subiu mais de 3%. É preciso dizer ao PT que mexer no churrasco de domingo tira votos.

Os pobres também detestam a corja de políticos que roubam. A promiscuidade entre partidos e empreiteiras, o lamaçal que transborda da estatal Petrobras equivalem a assaltar, na surdina, quem se esforça, se espreme em ônibus ou morre na fila da cirurgia. Roubar de quem tem pouco é pecado. Se esse pessoal que desvia bilhões não pagar em vida, não escapará da justiça divina.

Por que falar dos pobres? A maioria da população não é beneficiária do Bolsa Família. A maioria batalha e tem medo da carestia atual, nos alimentos e nas contas, mesmo sem entender o que significam “espiral inflacionária”,  “centro da meta”,  “câmbio flutuante” ou “superavit primário”.

Não podemos esquecer o recado do primeiro turno. Dos quase 143 milhões de eleitores, votaram em Dilma 43.267.668. Brancos, nulos e abstenções foram 38.797.556. Votaram em Aécio 34.897.211. Votaram em Marina 22.176.619. Uma simples soma, que se aprende no ensino fundamental, prova que 96 milhões de brasileiros estão descontentes com o atual governo (sem contar PSOL, PV e outros). Querem eleger outro presidente ou se desiludiram com o exercício da política, a ponto de não apostar em nenhum candidato.

Por que falar dessa notícia velha, agora que a eleição já está polarizada entre Dilma e Aécio, com seus aliados palatáveis ou indigestos, numa disputa que começa tecnicamente empatada? Porque o segundo turno mais uma vez investe no maniqueísmo e nas divisões simplistas. Antes, era elite branca contra miseráveis. Agora, nordestinos contra o resto do país. Isso é miséria intelectual.

Como há várias pesquisas quantitativas rolando, decidi dar uma contribuição bem modesta. Perguntei a quatro pessoas que conheço há cerca de 20 anos – porteiro, empregada doméstica, manicure e cabeleireiro – em quem votaram no primeiro turno e em quem votarão no segundo. E por quê.

O chefe dos porteiros, nascido na Paraíba, mora no prédio no Leblon, votou na Marina e votará no Aécio. Por quê? “Porque o país está muito complicado e difícil, para os pobres e para os ricos.” Por que não votar no “governo novo do PT”? “Porque lá onde nasci, vejo filas de mulheres esperando o dinheiro do Bolsa Família. Elas têm mais filhos para ganhar benefício. Mas trabalho que é bom, nada.”

O cabeleireiro, também nascido na Paraíba, veio aos 14 anos para o Rio, mora no Muzema, bairro da Zona Oeste, votou em Aécio no primeiro turno e repetirá. Por quê? “Não aguento mais tanta corrupção.” Por que não votar em Dilma? “Porque Aécio tem mais preparo para ser presidente. Não sei se vai fazer um bom governo, mas a gente não aguenta essa dificuldade toda em transporte, saúde – depois de tanto tempo de governo do PT, isso só piorou.”

A empregada doméstica, nascida na Bahia, mora em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.  Votou na Dilma no primeiro turno e repetirá. Por quê? “Minha irmã fez a minha cabeça para votar na Dilma. Nosso irmão é da Bahia e melhorou de vida com o PT. Não foi com Bolsa Família, foi com trabalho mesmo.”

A manicure nasceu em São João de Meriti, município fluminense, de pais migrantes paraibanos, mora na Rocinha, Zona Sul do Rio, votou na Marina e agora votará no Aécio. Por que não na Dilma? “Porque o PT já governa há muito tempo, está na hora de mudar um pouco e, depois de ver a roubalheira que aconteceu na Petrobras, tenho mais certeza ainda.”

Esses quatro depoimentos confirmam que os grandes temas da eleição são a qualidade de vida e a corrupção institucionalizada. Qualquer conclusão marqueteira que defina o voto por classe social ou lugar de nascimento é precipitada e equivocada. Após o pífio desempenho das pesquisas no primeiro turno, tendo a acreditar só na urna. As pesquisas deveriam ser suspensas três dias antes da votação.

Meu voto é que o Brasil melhore, seja com quem for. Que o mau exemplo não venha mais de cima. Que a propina não seja o meio oficial de enriquecer. O povo que trabalha merece mais respeito e menos sacrifício.











segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sob a Pasárgada de Bandeira

Christian Schloe

Num dia 13 de outubro morria o grande poeta Manuel Bandeira, e 28 anos depois sua poesia parnasiana ainda é reverenciada por muitos como eu, que gosta de ler à noite para relaxar.
Então, peguei  um dos seus livros mais celebrados e folheei, percebi que ele era bastante melancólico, talvez por conta da sua doença desenganada pela medicina, a tuberculose, algo mortal naquela época. Os traços de melancolia em suas poesias eram nitidamente notados, algo como um certo escapismo ou fuga para a realidade em que estava mergulhado. 

"Vou-me embora pra Pasárgada 
Aqui eu não sou feliz 
Lá a existência é uma aventura 
De tal modo inconseqüente 
Que Joana a Louca de Espanha 
Rainha e falsa demente 
Vem a ser contraparente 
Da nora que nunca tive ..."


E foi então que notei que ando meio assim, nostálgica, sentindo um estranhamento diante da vida, um medo de que tudo que aprendi e que achava que era certo, pode ser agora exatamente o contrário, que eu esteja com ideias e ideais ultrapassados, pois de tanto ouvir falar e ler diferentes discursos, chego a pensar que eu possa estar redondamente enganada.  Ou, não, sei lá!

"– Não quero mais saber 
[do lirismo que não é libertação.
 "


Manuel Bandeira morreu em 1986, mas não de tuberculose, pois se tratara na Suiça, e sim de problemas gástricos.  Aos 82 anos, o poeta despediu-se da vida e foi para sua Pasárgada eterna, viveu muito mais do que esperara, viu e participou de mudanças significativas do século XX. 

E, assim, pensando na possibilidade de muita vida ainda pela frente, me ocorreu que é tudo besteira, as coisas passam, posso ficar melancólica hoje, mas amanhã eu reajo, porque sei que é assim que devemos nos comportar diante das adversidades. E o poeta me responde nas entrelinhas de sua poesia eterna:

"Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria."

Mas para que tanto sofrimento,
se nos céus há o lento
deslizar da noite.

Mas para que tanto sofrimento,
se lá fora o vento
é um canto da noite?

Mas para que tanto sofrimento,
se agora, ao relento.
cheira a flor da noite.

Mas para que tanto sofrimento,
se meu pensamento
é livre na noite?

Manuel Bandeira 


— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

Manuel Bandeira










sábado, 11 de outubro de 2014

E Viva as Crianças!


Todos somos unânimes no pensamento de que as crianças são criaturinhas maravilhosas, almas puras, inocentes e sem maldade no coração. Por isto devemos festejar estes pequenos seres neste dia especial a eles dedicado.  Lembrando que todos fomos um dia iguais a eles, vimos nos olhos do pai e da mãe, o amor, segurança e esperança, com isso crescemos e agora, temos a alegria e a responsabilidade de direcionarmos nossos pequenos também.

Admiro os pais e avós que se dedicam amorosamente na tarefa de educar antes de seus pequenos irem para a escola, pois etiqueta social hoje, é o que chamávamos no passado "educação de berço".
Ensinar a cumprimentar as pessoas, a ceder lugar aos mais velhos, a esperar o momento para falar e comportar-se à mesa, são itens que aprende-se em casa e não na escola. Basta ter carinho, atenção, paciência e jeitinho, pois criança não gosta de sermão, mas antes de tudo, imitam a gente. 
Portanto, sejamos um bom modelo para elas, pois um mundo de amor, pode durar a vida inteira neles.

E deixo aqui pérolas em palavras do inesquecível Rubem Alves, para todos os pais e avós neste dia da criança:


"Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música
não começaria com partituras, notas e pautas.
Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria
sobre os instrumentos que fazem a música.
Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria
que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas.
Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas
para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes".













quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Apenas uma palavra amiga.

Christian Schloe

E porque tenho visto à minha volta algumas pessoas que estão sofrendo muito. Outras tantas que sofreram e ainda passam por lembranças dolorosas no presente. E, ainda,  por mim mesma que, como todo o humano, carrego também minha parcela de sofrimento, ainda que pequeno diante de tantas dores maiores neste mundo. Assim, quando vi esta frase abaixo, li e repeti com a certeza de que é isto mesmo o que nos acontece. 





“Todos temos dentro de nós uma insuspeita reserva de força que emerge quando a vida nos põe à prova."                                                                        
Isabel Allende





Desejo a todos, força interior, vontade de viver, olhar pra frente e não se entregar jamais, pois lembre-se: "o tempo é uma teia azul feita com a linha dos sonhos."











segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Como dizem: Esperança é a última que morre.



Para muitos brasileiros a semana começará assim, com muita esperança em dias melhores.
Que assim seja! 




“Hoje não há razões para otimismo. Hoje só é possível ter esperança. Esperança é o oposto do otimismo. “Otimismo é quando, sendo primavera do lado de fora, nasce a primavera do lado de dentro. Esperança é quando, sendo seca absoluta do lado de fora, continuam as fontes a borbulhar dentro do coração.” Camus sabia o que era esperança. Suas palavras: “E no meio do inverno eu descobri que dentro de mim havia um verão invencível...” Otimismo é alegria “por causa de”: coisa humana, natural. Esperança é alegria “a despeito de”: coisa divina. O otimismo tem suas raízes no tempo. A esperança tem suas raízes na eternidade. O otimismo se alimenta de grandes coisas. Sem elas, ele morre. A esperança se alimenta de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce. Basta-lhe um morango à beira do abismo. Hoje, é tudo o que temos ao nos aproximarmos do século XXI: morangos à beira do abismo, alegria sem razões. A possibilidade da esperança ...”

Rubem Alves
(Concerto para corpo e alma)










quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Muitas vezes é o coração que precisa de um presente.



“Certa vez, a jovem perguntou ao poeta o motivo pelo qual não lhe dava nada, ao que este respondeu:
- É o coração dela que precisa de um presente, não sua mão.
Alguns dias depois, Rilke depositou uma rosa na mão rachada da mendiga. Então aconteceu uma coisa inesperada: a mulher levantou o olhar e, depois de beijar efusivamente a mão do poeta, saiu do lugar brandindo a rosa. O lugar da mendiga permaneceu vazio durante toda uma semana e uma vez transcorrida voltou a ocupar seu espaço.
- Mas de que ela viveu todos estes dias, se não esteve pedindo na praça? - perguntou a garota.
E Rilke respondeu: 
- Da rosa."



Texto retirado do livro "Amor em Minúscula" 

Autor: Francesc Miralles 





Muitas vezes o que uma pessoa precisa é apenas afeto, atenção, que alguém o veja de verdade. 
E um ato de carinho, que renove sua alma na lembrança de que ainda é um ser humano, frágil e necessitado puramente de amor como todos os outros neste mundo.










segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Se cuidar, não vai faltar.


A Terra possui o suficiente para atender às necessidades de todos os homens, 
mas não à ganância de todos os homens. 
(Mahatma Ghandi)


O Brasil, enquanto detentor da maior floresta tropical do mundo, não deveria ficar à margem do combate ao desmatamento no debate da ONU na semana passada. Mas, ficou! Nossa PresidentA não assinou o acordo de combate ao desmatamento e só nos resta agora, atitudes pessoais ou coletivas, conscientes.
Deveríamos ser, espontaneamente, protagonista e líder nesta luta pelo desmatamento e conservação das florestas e da terra fértil e imensa que temos em nosso território. Seria nosso melhor exemplo e contribuição para este mundo.
Estimular o reflorestamento em áreas devastadas é uma coisa fácil e de efeito imediato, já que a natureza retribui gentilmente e rapidamente aos nossos atos de apoio e amor a este planeta que nos acolhe e que tem tantas possibilidades para o desenvolvimento humano.

Não estamos prestando atenção aos limites do planeta e o indicador é nítido e já sentido pelos humanos. 
Pouca chuva, seca em lugares que nunca sofreram nesta proporção, falta água, sobra doenças, afeta a agricultura e atinge não só a grande S.Paulo, mas uma ampla região do estado com aproximadamente dezenove municípios paulistas.

A humanidade está demandando de recursos o que só um planeta e meio seria capaz de nos dar de forma confortável, harmônica e equilibrada, mas como a gente não tem este 1 e 1/2 de planeta, a conta já está no vermelho.

Ainda assim é possível a gente fazer diferente; pensar no consumo, entender a história desses produtos e o impacto mais ou menos violento sobre a natureza quanto à sua confecção. Melhor será a harmonia e vida deste 'formigueiro humano'.

O Instituto Akatu preconiza este consumo consciente, visite a página, se informe e ajude este planeta, nossa casa, a seguir seu curso de beleza e harmonia pelo universo.


Comentário Akatu: Ainda que menos de 1% da água doce do planeta esteja acessível para consumo, o volume existente hoje é mais que suficiente para abastecer as necessidades da humanidade. Só que a maneira de utilizá-la precisa ser modificada no sentido de um modelo de consumo e de produção mais consciente, que permita a renovação deste recurso precioso de forma sustentável. Assim, é importante que todos tenham o conhecimento de que o consumo de cada um, mesmo individualmente ou em pequenos grupos, provoca impactos significativos nos indivíduos, na sociedade, na economia e no meio ambiente. - www.akatu.org.br. Saiba mais em www.akatu.org.br/DireitosAutorais





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