.....................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Muitas vezes é o coração que precisa de um presente.



“Certa vez, a jovem perguntou ao poeta o motivo pelo qual não lhe dava nada, ao que este respondeu:
- É o coração dela que precisa de um presente, não sua mão.
Alguns dias depois, Rilke depositou uma rosa na mão rachada da mendiga. Então aconteceu uma coisa inesperada: a mulher levantou o olhar e, depois de beijar efusivamente a mão do poeta, saiu do lugar brandindo a rosa. O lugar da mendiga permaneceu vazio durante toda uma semana e uma vez transcorrida voltou a ocupar seu espaço.
- Mas de que ela viveu todos estes dias, se não esteve pedindo na praça? - perguntou a garota.
E Rilke respondeu: 
- Da rosa."



Texto retirado do livro "Amor em Minúscula" 

Autor: Francesc Miralles 





Muitas vezes o que uma pessoa precisa é apenas afeto, atenção, que alguém o veja de verdade. 
E um ato de carinho, que renove sua alma na lembrança de que ainda é um ser humano, frágil e necessitado puramente de amor como todos os outros neste mundo.










segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Se cuidar, não vai faltar.


A Terra possui o suficiente para atender às necessidades de todos os homens, 
mas não à ganância de todos os homens. 
(Mahatma Ghandi)


O Brasil, enquanto detentor da maior floresta tropical do mundo, não deveria ficar à margem do combate ao desmatamento no debate da ONU na semana passada. Mas, ficou! Nossa PresidentA não assinou o acordo de combate ao desmatamento e só nos resta agora, atitudes pessoais ou coletivas, conscientes.
Deveríamos ser, espontaneamente, protagonista e líder nesta luta pelo desmatamento e conservação das florestas e da terra fértil e imensa que temos em nosso território. Seria nosso melhor exemplo e contribuição para este mundo.
Estimular o reflorestamento em áreas devastadas é uma coisa fácil e de efeito imediato, já que a natureza retribui gentilmente e rapidamente aos nossos atos de apoio e amor a este planeta que nos acolhe e que tem tantas possibilidades para o desenvolvimento humano.

Não estamos prestando atenção aos limites do planeta e o indicador é nítido e já sentido pelos humanos. 
Pouca chuva, seca em lugares que nunca sofreram nesta proporção, falta água, sobra doenças, afeta a agricultura e atinge não só a grande S.Paulo, mas uma ampla região do estado com aproximadamente dezenove municípios paulistas.

A humanidade está demandando de recursos o que só um planeta e meio seria capaz de nos dar de forma confortável, harmônica e equilibrada, mas como a gente não tem este 1 e 1/2 de planeta, a conta já está no vermelho.

Ainda assim é possível a gente fazer diferente; pensar no consumo, entender a história desses produtos e o impacto mais ou menos violento sobre a natureza quanto à sua confecção. Melhor será a harmonia e vida deste 'formigueiro humano'.

O Instituto Akatu preconiza este consumo consciente, visite a página, se informe e ajude este planeta, nossa casa, a seguir seu curso de beleza e harmonia pelo universo.


Comentário Akatu: Ainda que menos de 1% da água doce do planeta esteja acessível para consumo, o volume existente hoje é mais que suficiente para abastecer as necessidades da humanidade. Só que a maneira de utilizá-la precisa ser modificada no sentido de um modelo de consumo e de produção mais consciente, que permita a renovação deste recurso precioso de forma sustentável. Assim, é importante que todos tenham o conhecimento de que o consumo de cada um, mesmo individualmente ou em pequenos grupos, provoca impactos significativos nos indivíduos, na sociedade, na economia e no meio ambiente. - www.akatu.org.br. Saiba mais em www.akatu.org.br/DireitosAutorais





Imagens, Tumblr.








quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A beleza e transformação do corpo feminino revelados pelas imagens.



No mundo moderno a arte se expandiu tanto que ultrapassou limites fora o tradicional, ela tem sido expressa através de história, emoções, valores estéticos, de beleza, feiúra, harmonia, desarmonia, equilíbrio e até mesmo desequilíbrio.
O ser humano foi e ainda é o foco da grande arte, desde a beleza irretocável de um David de Michelângelo ao corpo feminino e a complexa essência que ele encerra.

Muitas mulheres fotógrafas hoje em dia estão trabalhando neste sentido, ou seja, de ir além das técnicas e estéticas das imagens, desconstruindo paradigmas, fazendo as pessoas descobrirem além do que já tem sido mostrado e reduzido a puro artefato de consumo. Enfim, mostram através da fotografia, a fascinante e inspiradora beleza do feminino.

Foi assim que descobri as imagens da talentosa fotógrafa abaixo e trouxe para dividir com vocês  a sua bela e sensível arte, que serve para lembrar-nos de que o corpo da mulher é portador de história, cultura e singularidade, um símbolo de transitoriedade e que faz de nós, maravilhosas e eternas artes vivas.

A finalidade da arte é lavar a poeira da vida cotidiana de nossas almas.
Pablo Picasso 

Jardim Florido é uma série da premiada artista/fotógrafa Alexandra Sophie, que representa as diferentes idades de uma mulher.
A artista quis através delas, demonstrar a harmonia do nosso corpo e sua natureza majestosa.
Alexandra não quis generalizar a feminilidade, dizendo que somos criadas para seguir uma linha específica e acabar fazendo bebês. Não, pois nem sempre temos que passar por todas estas etapas, obviamente, lembrando que algumas optam por não serem mães e outras não podem por razões físicas, mas não se pode negar a falar sobre isso. A grande maioria de nós, felizmente, tem este poder incrível de hospedar a vida em nosso ventre, no entanto, sejam quais forem as escolhas de vida e histórias pessoais, todas, nós, somos seres fantásticos!


A primeira foto é chamada de solo virgem; 

A segunda, chamada Mûres, tanto significa "amoras" ou "maduro", representa a puberdade e os primeiros períodos; 

A terceira é chamada de ovos quebrados. Os ovos partidos representam a perda da virgindade. 

A quarta foto é chamada de flor no jardim e representa uma mãe com seu jardim interior e fértil.







Imagens Tumblr.




Visite a página da artista, AQUI.

Visitem também a página da amiga Lola, fotógrafa brasileira que vem inovando com suas fotos cheias de magia - AQUI.

Tem também a Rosane Castilhos com sua visão sobre a vida familiar, crianças, comidas e animais.
Verifiquem AQUI.

E neste outro, a beleza das fotos de casamentos feitas pela amiga Lúcia Cintra - AQUI












terça-feira, 23 de setembro de 2014

Gracias a la vida!


"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida, pois se Deus nos deu voz, foi para cantar!  E se um dia hei de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder . . . para me encontrar . . ."
-Florbela Espanca -

Poder viver e ver mais uma estação do ano chegando é uma dádiva a que deveríamos agradecer de joelhos, pois tão linda é a vida, tão generosa em suas manifestações gratuitas para alegrar nossos corações, nossos dias. 
"Se podes olhar vê, se podes ver, repara." - disse o escritor José Saramago e cabe aqui, especialmente nesta data tão linda, em que o Equinócio da Primavera entra em nosso continente no instante em que o sol, em sua órbita aparente, cruza o plano do equador celeste. Deveríamos, em todo o país, celebrar esta data como os macapaenses que promovem em seu estado, uma homenagem ao sol, através do projeto "Brilho do Sol", e tocam, dançam e cantam, valorizando o fenômeno já que a capital do Amapá é a única cidade brasileira cortada pela linha do equador.

Imagem G1.globo

Momento em que o sol cruza o obelisco no Marco 
Zero do Equador (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)


A primavera é uma estação realmente bonita, querida e esperada por muitas pessoas, principalmente as que amam flores, sol e céu azul. Na primavera depositamos esperanças de um novo tempo, um tempo que traduz magia e renovação com mais alegrias e cores. No inverno ficamos como as sementes, guardados, esperando o sol que vem com a primavera para romper nossa casca e, enfim, brotarmos como flores na primavera de nossas vidas.

Tenho muita saudade de alguns amigos que já se foram e não podem estar comigo em mais esta celebração da vida, e, tal qual Rubem Braga, gostaria de escrever uma carta a eles, dizendo do que vejo por estes dias, ensolarados e azuis em que mais uma primavera brota em minha vida. Obrigada meu Deus!




"Escrevo-lhe aqui de Ipanema para lhe dar uma notícia grave: A Primavera chegou. Você partiu antes. É a primeira Primavera, de 1913 para cá, sem a sua participação. Seu nome virou placa de rua; e nessa rua, que tem seu nome na placa, vi ontem três garotas de Ipanema que usavam minissaias. Parece que a moda voltou nesta Primavera — acho que você aprovaria. O mar anda virado; houve uma Lestada muito forte, depois veio um Sudoeste com chuva e frio. E daqui de minha casa vejo uma vaga de espuma galgar o costão sul da Ilha das Palmas. São violências primaveris.
O sinal mais humilde da chegada da Primavera vi aqui junto de minha varanda. Um tico-tico com uma folhinha seca de capim no bico. Ele está fazendo ninho numa touceira de samambaia, debaixo da pitangueira. Pouco depois vi que se aproximava, muito matreiro, um pássaro-preto, desses que chamam de chopim. Não trazia nada no bico; vinha apenas fiscalizar, saber se o outro já havia arrumado o ninho para ele pôr seus ovos.
Isto é uma história tão antiga que parece que só podia acontecer lá no fundo da roça, talvez no tempo do Império. Pois está acontecendo aqui em Ipanema, em minha casa, poeta. Acontecendo como a Primavera. Estive em Blumenau, onde há moitas de azaléias e manacás em flor; e em cada mocinha loira, uma esperança de Vera Fischer. Agora vou ao Maranhão, reino de Ferreira Gullar, cuja poesia você tanto amava, e que fez 50 anos. O tempo vai passando, poeta. Chega a Primavera nesta Ipanema, toda cheia de sua música e de seus versos. Eu ainda vou ficando um pouco por aqui — a vigiar, em seu nome, as ondas, os tico-ticos e as moças em flor."



Carta de Rubem Braga para o amigo Vinícius de Moraes que também morou em Ipanema e partiu antes para uma primavera eterna.





sexta-feira, 19 de setembro de 2014

A última chibatada.



O post da amiga Calu de hoje (vejam aqui) ajudou a tirar o meu do rascunho, pois o tema lá exposto, a música e as lembranças da mesma, veio ao encontro do que quero aqui apresentar a vocês.

Há dias eu queria falar sobre este tema, mas não sabia como começar, não queria falar o mesmo que já vi por aí pela rede, dando um cunho puramente histórico sobre um homem e o fato. Queria falar também sob a perspectiva da importância que muitas vezes, uma simples pessoa em sua simples vida, pode gerar um movimento enorme, abalando a  estrutura social e comportamental de um tempo, influenciando mudanças radicais e mais justas para o futuro.

Este é João Cândido Felisberto, também conhecido como "Almirante negro". Um herói pouco conhecido, que morreu na miséria e no esquecimento. Sua história foi um marco na Marinha Brasileira, pois os costumes da escravidão, os castigos e as chibatadas sobre os negros, ainda eram sentidos e praticados nos idos de 1889, quando o Brasil já era uma república, mas com resquícios preconceituosos sobre os marinheiros que, na sua maioria, eram negros e executavam trabalhos pesados nos navios da marinha nacional.
A Marinha funcionava como espécie de escola corretiva. E a correção da indisciplina dos marujos era feita por meio do corte da porção de alimento, prisão na solitária, castigo com a chibata, corte no salário, entre outras penalidades. Os oficiais ignoravam o decreto e aplicavam a pena em todos os seus domínios, isto é, em todos os navios da Marinha de Guerra brasileira 

Aconteceu, então, o estopim para uma grande revolta. No dia 21 de novembro, o marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes recebeu a notícia: seria açoitado com 25 chibatadas. E o ritual teve início no convés do Minas Gerais, com a toda a tripulação de pano de fundo. Apesar dos apelos, as chibatadas não pararam no número 25, continuaram e continuaram. Menezes desmaiou. O açoite, no entanto, prosseguiu. Foram 250 chibatadas. Ao fim do tormento, o marinheiro foi “embrulhado” em suas vestes e levado para a enfermaria. A conspiração estava pronta. O comitê geral de marinheiros decidiu pelo sinal: a chamada da corneta. Na noite do dia 22 de novembro, a cidade do Rio de Janeiro, capital da República, estava na mira dos canhões, incluindo-se o Palácio do Catete, sede do governo.  E o líder desta revolta era ele, João Cândido, o comandante dos amotinados, e mensagens foram enviadas ao Palácio que diziam: "Não queremos a volta da chibata. Isso pedimos ao presidente da República, ao ministro da Marinha. Queremos resposta já e já. Caso não tenhamos, bombardearemos cidade e navios que não se revoltarem."


O movimento foi chamado A Revolta da Chibata e assim marcou a história deste ato de bravura, sangue e mortes, Você poderá conferir por aqui, mas o que eu quero mesmo é falar da música que talvez vocês não saibam, que quando foi feita, era justamente para homenagear este bravo marinheiro que ajudou a mudar a situação dentro dos navios brasileiros.

João Bosco e Aldir Blanc fizeram em 1970, o samba "O Mestre-Sala dos Mares" imortalizando João Cândido e a Revolta da Chibata.

O monumento a João Cândido está lá na Praça XV no centro do Rio, próximo ao cais da Baía de Guanabara, onde ficará para sempre "nas pedras pisadas do cais" a mensagem de coragem e liberdade do Almirante Negro e seus companheiros.

E pra quem não lembra da letra pode cantarolar junto com a Elis:

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como o navegante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que, a exemplo do feiticeiro, gritava então

Glória aos piratas
Às mulatas, às sereias

Glória à farofa
à cachaça, às baleias

Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história não esquecemos jamais

Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cais

Mas salve
Salve o navegante negro
Que tem por monumento as pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo





segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pensamento para a semana.




"Talvez nada realmente nos ataque exceto nossa própria confusão. Talvez não exista um obstáculo sólido exceto nossa própria necessidade de nos proteger de sermos tocados. Talvez o único inimigo seja que nós não gostamos do jeito que a realidade é agora e então desejamos que ela vá embora rápido. Mas o que nós descobrimos como praticantes é que nada jamais vai embora até que tenha nos ensinado o que precisamos saber. Mesmo se corrermos a mil quilômetros por hora até o outro lado do continente, encontraremos o mesmo problema lá nos esperando quando chegarmos. Ele fica retornando com novos nomes, novas formas e novas manifestações até que aprendamos o que ele tem pra nos ensinar: Onde estamos separados da realidade? Estamos nos retraindo ao invés de nos abrindo? Estamos nos fechando ao invés de nos permitir experimentar inteiramente o que quer que encontremos?"


Pema Chodrom
Professor, Budista





quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Coisas simples.


Eu gosto de pequenas coisas que me fazem feliz e que não saberia passar sem elas na vida, mesmo que tivesse muito dinheiro, aquelas coisas simples do cotidiano. Mas por favor, não confundam "simples" com mau gosto, com uma casa sem quadros, sem tapetes ou abajures, com andar de havaianas pelas ruas e despenteado fazendo cara de bonzinho, sem a mínima elegância ou amor próprio. Augusto Cury diz: "Entendi que não se conhece um ser humano pela doçura da voz, pela bondade dos gestos ou pela simplicidade das vestes, mas tão somente quando se lhe dá poder e dinheiro."
Eu sou simples, mas gosto de me arrumar, comer coisas boas, passear, me divertir, fazer compras, viver, enfim, as coisas boas da vida.

Quando falo de coisas simples, digo daquelas coisas referentes ao lirismo do dia-a-dia,- de bichos, plantas, flores, estado da alma, de cheiros que remetem à infância, encontros e passeios amigáveis, aconchego familiar, um céu azul de inverno, um barquinho no mar de verão, uma música que toque a alma e o coração, o sorriso de minha mãe ao me ver chegando, o almoço dos domingos, observar a gata enrolada na poltrona, a nova flor que brotou no canto escondido da casa, apreciar uma bela vista, um passarinho que canta todas as manhãs frias para aquecer meu coração. . . e por aí vai.

Sim, são pequenas coisas simples, mas grandes em significado para mim.

Um mestre no uso da simplicidade foi Rubem Braga, um escritor considerado o maior cronista brasileiro, capixaba, morador de Ipanema e que colocava em seus textos, um ideal de simplicidade literária. Seu livro: "Coisas Simples do Cotidiano" me inspirou neste comportamento do simples e singelo, que traz felicidade interior a cada um de nós e aquilo que realmente importa, ou deveria importar na vida.

Ele diz que não precisamos deixar nossos sonhos de lado, pois eles movem o mundo, no entanto, o cronista aponta com sutileza que não é a busca sem freio por conquistas grandiosas, um carro novo ou uma viagem exótica o caminho a ser trilhado. Quem sabe a satisfação por receber em casa um casal de amigos ou desfrutar a beleza de uma planta, parar um pouco para ouvir um músico tocando violino na esquina do seu bairro, conduzir o olhar com mais humanidade para a descoberta de um mundo simples e maravilhoso e que pode ser especialmente marcante em nossa existência.



Pensa aí e me diz, que coisa, ou coisas simples, você curte na vida?









As boas coisas da vida

Uma revista mais ou menos frívola pediu a várias pessoas para dizer as “dez coisas que fazem a vida valer a pena”. Sem pensar demasiado, fez esta pequena lista:

- Esbarrar às vezes com certas comidas da infância, por exemplo: aipim cozido, ainda quente, com melado de cana que vem numa garrafa cuja rolha é um sabugo de milho. O sabugo dará um certo gosto ao melado? Dá: gosto de infância, de tarde na fazenda.

- Tomar um banho excelente num bom hotel, vestir uma roupa confortável e sair pela primeira vez pelas ruas de uma cidade estranha, achando que ali vão acontecer coisas surpreendentes e lindas. E acontecerem.

- Quando você vai andando por um lugar e há um bate-bola, sentir que a bola vem para o seu lado e, de repente, dar um chute perfeito – e ser aplaudido pelos servente de pedreiro.

- Ler pela primeira vez um poema realmente bom. Ou um pedaço de prosa, daqueles que dão inveja na gente e vontade de reler.

- Aquele momento em que você sente que de um velho amor ficou uma grande amizade – ou que uma grande amizade está virando, de repente, amor.

- Sentir que você deixou de gostar de uma mulher que, afinal, para você, era apenas aflição de espírito e frustração da carne – a mulher que não te deu e não te dá, essa amaldiçoada.

- Viajar, partir…

- Voltar.

- Quando se vive na Europa, voltar para Paris, quando se vive no Brasil, voltar para o Rio

- Pensar que, por pior que estejam as coisas, há sempre uma solução, a morte – o assim chamado descanso eterno.
Rubem Braga







 As coisas e os objetos não podem ser mais importantes que as pessoas que amamos e queremos bem... jamais substituirão a "riqueza" dos verdadeiros Afetos!... Cuide com carinho de suas "riquezas"!!
* Maria Helena Ambrosio * __ Caminhos de Luz!! __ Facebook