.....................................................................................................Porque não só vives no mundo, mas o mundo vive em ti. .....................................................................................................

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O maior Cajueiro do Planeta (em Piragi-RN)


Amigos, no post abaixo eu falo de buscar uma alternativa para nossos dias de stress e correria, uma pequena parada de uma semana já ajuda muito o corpo e a mente. E foi o que fiz.  Parti para o nordeste onde o trópico colabora muito para aliviar tensões e propicia o melhor relaxamento, principalmente se você ficar bem pertinho do mar e poder andar nele algumas vezes, descalça, sentindo a natureza pulsando junto contigo. Fui para Natal, capital do Rio Grande do Norte, cidade que não deixa o sol descansar, todos os dias ele aparece no horizonte, brilha no céu azul e junto com ele vem também uma brisa generosa que não nos faz sentir calor ou ficar cansado.

Gostei demais da cidade, limpa, organizada e já quase totalmente globalizada com tudo o que de melhor há em outras capitais brasileiras. Gostei mais ainda, da generosidade do povo, do comércio que não explora e oferece com simpatia e preços justos nos restaurantes e hotéis. Vale a pena ir à Natal e curtir a cidade e sua cultura!

Fui conhecer então, num desses dias, algo curioso e que havia visto em imagens que algumas amigas nordestinas já colocaram em seus faces, mas ver de perto, foi emocionante e empolgante.
Falo da maior árvore frutífera do mundo, está no Guiness Book, e tem uma área gigantesca na localidade chamada Pirangi do Norte no município de Parnamirim, a mais ou menos 12 km de Natal.
Vejam, abaixo, uma imagem aérea deste enorme Cajueiro que ocupa a extensão de 8.500m2 e encanta a todos os que o visitam, constituindo importante fonte de desenvolvimento sócio-econômico para a população local.
-Google-
A história que contam é que o cajueiro foi plantado em 1888, por um pescador chamado Luiz Inácio de Oliveira que morreu com 93 anos de idade, sob as sombras do cajueiro.
O crescimento da árvore é explicado pela conjunção de duas anomalias genéticas. Primeiro, em vez de crescer para cima, os galhos da árvore crescem para os lados e com o tempo, por causa do próprio peso, os galhos tendem a se curvar para baixo, até alcançar o solo. Observa-se, então, a segunda anomalia: ao tocar o solo, os galhos começam a criar raízes, e daí passam a crescer novamente, como se fossem troncos de uma outra árvore. A repetição desse processo causa a impressão de que existem vários cajueiros, mas na realidade trata-se de uma única árvore.

Ao entrarmos neste emaranhado de galhos grossos e outros mais finos, através de passarelas que não deixam machucar a árvore, sentimos uma energia maravilhosa, traduzida em alegria e agradecimento à Mãe Gaia que nos proporciona tão belos encontros. 
Deixo com vocês imagens que colhi deste lugar místico e inesquecível.




O tronco principal divide-se em cinco galhos; quatro desses galhos sofreram a alteração genética, e criaram raízes e troncos que deram origem ao gigantismo da árvore. Apenas um dos galhos teve comportamento normal, e parou de crescer após alcançar o solo; os habitantes do local apelidaram esse galho de "Salário Mínimo"

As passarelas feitas para as pessoas caminharem e observarem esta incrível árvore, sem danificá-la.
Para passar sob um dos galhos curvados, uma plaquinha sugestiva. 




 Ao final, encostei-me em um de seus troncos e emocionada por este belo passeio, agradeci e pedi a força da natureza para a minha saúde.




A BELEZA É
A FACE
VISÍVEL
DE 
DEUS.

Rubem Alves









terça-feira, 14 de abril de 2015

Levanta esse astral, amigo(a)!


Tumblr.

É comum nos dias de hoje saber de pessoas que estão mal, com depressão profunda ou doentes por causa do stress que o cotidiano propicia. Alguns acabam se tratando ou ouvindo pessoas que ajudam muito através de mão amiga, de carinho e apoio sempre presentes. Outros se afundam, não permitem ajuda ou não querem aceitar que existe tratamento para as feridas psicológicas.

Em estudo realizado na Universidade Johns Hopkins (EUA), as pessoas que apresentavam sinais de depressão demonstraram risco de desenvolver câncer 69% maior que os colegas mais alegres. “Com o tempo, a depressão pode interromper a produção de hormônios envolvidos na regulação do ciclo de crescimento celular e levar ao câncer”, afirma Alden Gross, autor da pesquisa.
Talvez o excesso de confiança de alguns leve ao quadro de depressão profunda, quando não conseguem alcançar uma meta, por isso é importante também aceitar o fracasso, já que ele é uma das possibilidades em nossas vidas.

Alguns psicólogos afirmam que uma pessoa pessimista tem mais chance a um ataque cardíaco do que pessoas mais positivas, portanto não precisamos ser um eterno otimista, mesmo porque os dias atuais não permitem, mas podemos desenvolver otimismo aos poucos, observando o que é de mais importante para nossas vidas e visualizar, projetando o que gostaríamos de bom para uma meta futura.

Tirar uma semana de férias, por exemplo, é o que farei para desanuviar um pouco as tensões dos últimos dias, tão cheio de acontecimentos nebulosos, tristes, onde quase nada podemos fazer, a não ser lamentar as dores por tantos que sofrem.




Uma coisa é trabalhar duro para assumir e limpar nossos detritos emocionais. Se não o fizermos, as feridas nos comem vivos. Devemos reconhecer a nossa condição de vítima e trabalhar através das nossas memórias, de modo que elas não continuem a nos atormentar. Mas outra coisa é fazer de nossas feridas nossa identidade. Eu conheço muitos que fazem isto - escondem-se em seu processo terapêutico, adiando a sua felicidade até que eles resolvam "mais um problema", perpetuamente se concentrando no que está faltando em suas vidas, enquanto ignoram a beleza diante deles. Quando nos apegamos a nossas feridas, quando as vestimos como um hábito, nós as impedimos de atravessar até a possibilidade de transformação que reside em seu núcleo. Na jornada de cura, é sempre bom se perguntar: Eu estou curando minhas feridas, ou me apegando a elas? Estou abrindo mão ou retendo? Estou empenhado(a) em curar meu caminho em direção a uma nova maneira de ser, ou estou simplesmente me escondendo no meu processo? A terapia não é um lugar para se esconder de felicidade. É um lugar para limpar os obstáculos para a felicidade. É um lugar para tornar-se vivo.
___ Jeff Brown
(psicólogo especializado e credenciado em psicologia cognitivo comportamental, professor e investigador na Harvard Medical School e Psicólogo Clínico no McLean Hospital. É o autor do livro The Competitive Edge. Reside e trabalha em Boston.)









sexta-feira, 3 de abril de 2015

Dignidade e Coragem.

Feliz Páscoa!

A nossa história contemporânea já tem muitos cemitérios repletos com monumentos marcando a lembrança de quem se foi em guerras absurdas e sangrentas como a de Sarajevo há 19 anos, por exemplo, com recordações de sofrimento de um povo e a vida que seguiu para ser contada e relembrada com honra e glória, como é o caso desta mulher corajosa e marcante da história abaixo que deixo pra vocês neste final de semana.
 Cemitério Alifakovac em Sarajevo, Imagem daqui
Em 1993, durante o cerco de Sarajevo, quando a maioria das pessoas estava frustrada e temia caminhar através das ruas para evitar balas ou os olhares intimidadores dos soldados, Meliha Varesanovic, caminhou lentamente e de cabeça erguida. Cada dia ela saia de casa, maquiada, com sapatos de saltos altos e vestida elegantemente. O fotógrafo Tom Stoddart da Getty Imagens que estava lá cobrindo o conflito, capturou uma imagem icônica de Meliha e que fez dela um símbolo do espírito da cidade.

Quase vinte anos após o conflito terminado, a empresa de cosméticos Inglot pediu a Tom e a própria Meliha, permissão para usar esta imagem em um anúncio recente para uma campanha em outdoors, em torno de Sarajevo. Apresentam a imagem de Meliha sob o título "Uvijek Lijepa!" — "Sempre Bonita."  A Inglot diz que a campanha é em louvor a todas as mulheres em Sarajevo que, independentemente da idade e de plano de fundo, usam todas as oportunidades para provar que a beleza é eterna.

Em 2012, Tom foi para Sarajevo conversar com Meliha sobre a imagem.

"Toda vez que passei naquele beco perto de um franco-atirador com sucesso me perguntava se cruzaria e voltaria sã e salva, porque muita gente não voltou, disse Meliha. Eu sempre usei sapatos de saltos altos e nunca corri. Apesar de tudo o que tinha acontecido eu queria mostrar dignidade e coragem." 

Em 2012, Tom fotografou Meliha no mesmo local, no bairro de Dobrinja, onde agora há uma loja de roupas. Para o seu projeto "The women of Sarajevo Revisited,".  Tom também se reuniu com muitas outras mulheres que ele fotografou durante esses anos, algumas das quais mudaram-se para outros países da Europa.





Imagens Tumblr.
Fonte: reportagegettyimages
Miss Sarajevo